Após separação, gêmeas siamesas têm alta do hospital e comemorarão o ano novo na praia

Ter filhos gêmeos é algo até que comum, mas quando ocorre um caso de gêmeos siameses, a família fica apreensiva, pois em alguns casos não é possível separar as crianças.

Gêmeos siameses se desenvolvem quando um embrião precoce se separa parcialmente para formar dois indivíduos. A maioria dos gêmeos siameses é natimorto ou morre logo após o nascimento.

Os bebês costumam ser ligados pelo tórax, pela pélvis ou pelas nádegas, em alguns casos pela cabeça. Os gêmeos podem até compartilhar órgãos.

Os gêmeos que sobrevivem podem ser separados por cirurgia. O sucesso depende do local por onde eles estão unidos e dos órgãos compartilhados.

Esse foi o caso das irmãs Maria Ysadora e Maria Ysabelle, que nasceram unidas pela cabeça, após um anos de idas e vindas oo Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto as meninas poderão ir para sua casa em Patacas, distrito de Aquiraz, no Ceará, onde as gêmeas nasceram. Será a primeira viagem desde o início do tratamento.

Após um ano de idas e vindas ao Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto (SP), as irmãs passaram por cinco cirurgias para poderem ser separadas.

A primeira operação ocorreu em 17 de fevereiro e durou cerca de sete horas. A segunda cirurgia, em 19 de maio, teve duração de oito horas. A terceira cirurgia ocorreu em 3 de agosto e também durou oito horas. A quarta cirurgia aconteceu no dia 24 do mesmo mês, quando os médicos implantaram expansores subcutâneos para dar elasticidade à pele e garantir que houvesse tecido suficiente para cobrir os dois crânios.

A última cirurgia, inédita no Brasil, durou 20 horas e envolveu 30 médicos, incluindo quatro norte-americanos. Entre eles o cirurgião James Goodrich, referência mundial no assunto e que acompanhou todas as etapas da separação das gêmeas.

A felicidade é muito grande, de poder sair com elas bem e em tão pouco tempo de cirurgia. Agora a gente vai poder passear com elas e, no dia 27, vamos para Fortaleza. Na virada do ano a gente vai levar elas para conhecer a praia, que elas não conhecem ainda”, planeja o pai das meninas, Diego Freitas Farias.

Segundo, Débora Freitas, mãe das meninas, esse é um momento de recomeço. “Meu coração está a mil. Não vejo a hora de sair daqui, estou contando os minutos. Eu falo que elas têm duas datas de nascimento: o dia 1º de julho é o dia em que elas nasceram, mesmo juntinhas, e que foi um aprendizado que Deus dá para quem pode superar tudo isso; e o dia 27 de outubro, que foi o dia que elas nasceram separadinhas, do jeito que era para elas nascerem”, explica.

Após um ano no HC, a despedida da equipe médica que as tratou foi emocionante, elas foram tratadas por uma equipe multidisciplinar que não mediu esforços para tratá-las As cirurgias foram lideradas pelo neurocirurgião Hélio Rubens Machado. Esta foi a primeira cirurgia desse tipo no país.

Segundo os médicos, após muitas incertezas, as gêmeas terão condições de seguir a vida normalmente. “É extremamente gratificante chegar ao final. Provavelmente, toda a nossa programação foi correta, era isso que tinha que ser feito e o resultado está aí”, afirma o médico responsável.

Ricardo Oliveira, neurocirurgião, que também acompanhou o caso das meninas afirma que  a evolução motora e cognitiva das meninas é considerada boa. “Elas estão muito bem depois da separação. Nós notamos nitidamente uma grande evolução nas últimas semanas, estão muito mais ativas nesse momento. Ver elas indo embora sorrindo, ativas, é de muita satisfação, um trabalho coroado com a alta delas”.

Após as comemorações de final de ano as meninas retornarão a Ribeirão Preto para inciar a reabilitação. Como elas ficaram dois anos sem poder se levantar da cama, terão que aprender a andar, ganhar força muscular e postura. Esse processo pode durar até 1 ano.

Segundo Machado,  “Elas precisam adquirir tônus muscular, postura correta, além da reabilitação da parte cognitiva. Desenvolver a parte da fala, da linguagem, da memória. Para isso, elas serão estimuladas em terapia ocupacional, psicologia, uma série de coisas que a gente junta no nome ‘reabilitação’. A finalidade é vê-las adaptadas para entrar na escola, correr, brincar, conviver com outras crianças. Esse é um planejamento de médio e longo prazo

Para os pais, sair do hospital significa o início de uma vida nova. “Só o que eu passei, agora posso dizer que estou aliviada. Minha luta não foi em vão. Esperei 2 anos e 5 meses para sair de carrinho com elas e isso é especial. É a primeira vez de muitas e um dia estarei correndo atrás delas”, diz a mãe das meninas.

Fonte e imagem: IPTV2

Anúncios

Mães especiais se unem e criam cooperativa de costura

Uma entidade de assistência à crianças especiais em São José dos Campos, desenvolveu junto às mães especiais das crianças assistidas um projeto social de capacitação profissional para costura. Elas receberam aulas de corte e costura, design, modelagem e empreendedorismo e tiveram a experiência de trabalhar em uma oficina de costura.

O projeto foi tão exituoso que foi ganhador do Prêmio Volkswagen na Comunidade 2016 e teve frutos.

Após o encerramento do projeto, algumas das participantes,  agora já com preparo e uma nova visão das possibilidades profissionais que poderiam empreender  decidiram se unir novamente e buscar alternativas viáveis para realizar este plano de trabalhar e produzir juntas, unindo forças na busca por melhoria na qualidade de vida de suas famílias e criaram o Projeto Cooperativa Donas.

Vencendo barreiras, derrubando preconceitos e construindo novos paradigmas, o grupo, que atualmente tem onze participantes, atua no sentido de protagonizar as mudanças em suas vidas. E esta atuação envolve:

  • a formalização do grupo de acordo com as leis vigentes,
  • a organização do grupo como unidade produtiva,
  • a implantação de uma oficina de costura e
  • a continuidade da capacitação de todas.

Como toda equipe deve ser, o Donas é exemplo de diversidade nos aspectos individuais das integrantes, mas homogêneo quando se trata de valores como honestidade, lealdade, integridade, mutualidade e respeito ao outro.

Pensado com o propósito de impactar não somente suas próprias famílias mas toda a comunidade onde atua, o projeto Donas não nasceu de um sonho, mas de um plano. Desenhado e construído por mulheres que sim, vivem em uma realidade especial, mas não, não se comportam como vítimas. Ao contrário, aprenderam que, muito melhor do que ser vítima, é ser responsável por sua própria história. E isso tudo, juntas!

Inciativas como essa devem ser apoiadas e divulgadas para inspirar as pessoas.

O projeto pode ser contatado por meio do Facebook delas Atelier Donas

Caso desejar contribuir com o projeto acesse:

Contribua AQUI com Incluir e empreender: mães de especiais unidas

 

 

Deixe-nos sua opinião, ela é muito importante para nós.

Como Estrelas na Terra 

Esse texto faz parte do projeto Redator Especial

Por Alan Santos

O Filme: “Como Estrelas na Terra”, conta a estória de Ishaan Awasthi, de 9 anos, disléxico, que sofre as conseqüências ao estudar em escolas que desconhecem o distúrbio e não apresentam possibilidades de flexibilização na sua proposta pedagógica. Sendo assim, o fracasso escolar dos alunos com necessidades educacionais especiais é quase que inevitável.

Segundo, Rodrigues e Ciasca (2016, p.87) apontam que a Dislexia é […] um transtorno específico de aprendizagem, de origem neurológica. Acomete pessoas de todas as origens e nível intelectual e caracteriza-se por dificuldade na precisão (e/ou fluência) no reconhecimento de palavras e baixa capacidade de decodificação e de soletração. Essas dificuldades são resultado de déficit no processamento fonológico, que normalmente está abaixo do esperado em relação a outras habilidades cognitivas.

No longa, conseguimos notar as principais características como: inconstante desempenho, lentidão em desenvolver as tarefas de leitura e escrita, dificuldades em soletração, trocas de escrita de leitura, junções e aglutinação de fonemas, omissões de letras ou fonemas, dificuldade em associar o som ao símbolo, dificuldade com a rima, dificuldade em associações, como por exemplo, de rótulos aos seus produtos. Há outros como cita Gomes (2010) …”alterações na memória imediata; alterações na memória de séries e sequências (por exemplo: dias da semana, meses do ano e o alfabeto); orientação espacial direita-esquerda; linguagem escrita; e dificuldades em matemática.”

Ishaan Awasthi, personagem principal do filme, perderia mais um ano. Incompreendido pela família e escola, o educando passou por questões emocionais e educacionais sérias, onde fora humilhado, castigado e excluído. Ele se esforçava, contudo, sem auxílio correto, não conseguia atingir os objetivos e superar suas dificuldades, tornando-se mais um no índice de analfabetismo. Contudo, Menezes (2007) alerta que “a dislexia não é resultado de má alfabetização, desatenção, de baixa renda familiar ou pouca inteligência” (MENEZES, 2007, p. 29).

taare-zameen-par-2007-720p-bluray-nhd-x264-nhanc3-mkv_000627713

Tudo se modificou quando um professor de artes e também de educação especial, investigou e avaliou a questão, ‘diagnosticando’ a dislexia. A ignorância de alguns profissionais da escola era tanta, que foi sugerido a escola especial para o aluno, indo contra as políticas públicas de inclusão. Este educando tem todas as condições e possibilidades para estar incluído. Dislexia não é deficiência, e os que tem deficiências e transtornos globais também tem direito ao espaço escolar regular.

A partir disso, o primeiro passo para a efetiva inclusão, foi apresentar estratégias coerentes e condizentes com o transtorno funcional específico com a finalidade de minimizar os efeitos, realizar atividades/avaliações orais e inserir a leitura e escrita aos poucos, no tempo do aluno. Sem falar nos atendimentos terapêuticos fundamentais com equipe psicopedagógica.

Ishaan, era um desbravador do mundo, seu conhecimento da vida das pessoas, as problemáticas sociais e a natureza era super preciso e crítico, mas infelizmente nunca valorizado. O professor nos dias atuais precisa enxergar além do currículo escolar, explorando outras potencialidades de seus alunos, e valorizá-los. Nikumbh, o professor de artes e educação especial, teve a sensibilidade de enxergar a dificuldade na leitura e escrita, mas também a habilidade em artes, onde o aluno demonstrou uma alta habilidade na criatividade, originalidade, combinação de cores, entre outros. Na película, fica evidente esse complexo fenômeno da dupla excepcionalidade, a dislexia e altas habilidades na área artística.

c70aad9a0c351a42d4083811e0236b0356d71e33

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei nº 9.394/96, no artigo 59, preconiza que os sistemas de ensino devem assegurar aos alunos currículo, métodos, recursos e organização específicos para atender às suas necessidades. Então, a equipe escolar tem a responsabilidade de prover essas estratégias para este público, eliminando as barreiras psicológicas, físicas e atitudinais. A EDUCAÇÃO ganha muito com tudo isso. Essa educação não é a do futuro, ela já é REALIZADE, cabe a nós assumirmos e gerarmos as AÇÕES.

#TemNaNetflix #TemNoYoutube #ProfissãoProfessor
#EducaçãoEspecial #QuererPoderConseguir #EuAcredito

***

Esse texto faz parte do projeto Redator Especial da Crianças Especiais, que consiste na disponibilização de textos enviados para nós pelos autores visando o oferecimento de textos com qualidade ao nosso público.

Texto autoral. Sua reprodução só será permitida mediante autorização do autor.

Para falar com o autor: Alan – macesantos_RJ@hotmail.com 

Imagens: Netflix 

 

Garoto autista tem QI maior que o de Einstein

Jacob Barnett, uma garoto de 19 anos que foi diagnosticado com autismo moderado a grave aos 2 anos, agora está estudando para um mestrado em física quântica.

Tudo começou quando ele chamou a atenção de sua mãe Kristine pelo seu grande interesse por padrões.

Durante anos ele estudou dentro do sistema de educação especial que não entendia o que ele precisava. Seus professores na escola tentavam dissuadir Kristine a perder as esperanças para ensinar Jacob mais do que as habilidades mais básicas.

Com isso, ela o retirou da escola de educação especial e o deixou estudar o que ele realmente gostava e o resultado disso é que ele está a caminho do Prêmio Nobel.

Vale lembrar que no Brasil, não é permitido que uma criança abandone a escola e siga estudando em casa com a ajuda dos pais ou sozinha como acontece nos EUA.

Quando foi diagnoticado com autismo pelos médicos quando criança eles disseram aos pais de Jacob que seu filho autista provavelmente nunca saberia amarrar os sapatos.

Mal sabiam esses médicos que eles estavam totalmente errados. Jacob demorou a falar, mas quando começou já falava 4 línguas distintas.  O garoto tem um QI  maior do que Einstein e está na iminência de ganhar um Prêmio Nobel. Ele ja ministrou  palestras no TEDx e está trabalhando em direção a um grau de mestre em física quântica.

O segredo do sucesso, segundo Kristine Barnett foi permitir que o filho fosse ele mesmo, premitindo que ele estudasse aquilo que lhe fazia feliz em vez de se concentrar em coisas que  ou ele não conseguia fazer ou não eram importantes para ele

Quando Kristine notou que quando ele não estava em terapia, Jacob estava fazendo “coisas espetaculares” por si próprio.

“Ele criava mapas em todo o nosso chão, usando cotonetes. Eles seriam mapas de locais que nós visitaríamos e ele memorizava todas as ruas”, conta Kristine

Um dia, sua mãe o levou a contemplar as estrelas. Alguns meses mais tarde, eles visitaram um planetário, onde um professor estava dando uma palestra. Sempre que o professor fazia perguntas, a mãozinha de Jacob disparava para o alto e ele começava a responder as perguntas  ele compreendia as complicadas teorias sobre física e o movimento dos planetas muito facilmente.

“Para um pai, é aterrorizante ir contra o conselho dos profissionais”, Kristine relata em seu livro de memórias, The Spark: A Mother’s Story of Nurturing Genius.

“Mas eu sabia no meu coração que, se Jake ficasse na educação especial, ele iria escapar.”
Seu QI arredonda para 170 – maior do que o de Albert Einstein.  Ele está trabalhando em sua própria teoria da relatividade. Professores do Instituto de Princeton para o Estudo Avançado ficaram impressionados.

“A teoria que ele está trabalhando envolve vários dos problemas mais difíceis em astrofísica e física teórica”, escreveu o professor de astrofísica Scott Tremaine para a família em um e-mail.“Qualquer um que resolver estes estarão na fila por um prêmio Nobel.”

Esperamos que em breve Jacob consiga esse tão importante prêmio.

Deixe-nos saber o que achou, sua opinião é muito importante para nós.

Padaria sorocabana recebe prêmio por inclusão

O prêmio de Reconhecimento Global “Boas Práticas de empregabilidade para Trabalhadores com Deficiência” premiou  no último dia 3, a padaria de Sorocaba por seu trabalho de inclusão com jovens com deficiência.

A Padaria Real se tornou referência internacional com o Prêmio e recebeu o prêmio na sede das Organizações das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos.

A padaria possui quatro unidades na cidade, e a inclusão de deficientes no quadro de funcionários faz parte de sua história.

Ao todo, 33 empresas no mundo foram selecionadas pela ONU. Doze são brasileiras e receberam o prêmio.

A empresa de Sorocaba venceu na “categoria gestão” e concorreu com grandes empresas, como indústrias e bancos.

No momento, a padaria tem em seu quadro de funcionários quatro pessoas com deficiência. Sendo uma delas o recepcionista Helton Martins, que após um acidente de moto, aos 24 anos, perdeu o movimento de um dos braços.

“Foi uma conquista para mim. É meu primeiro emprego, é muito emocionante. Eu fui bem acolhido aqui também”, relata.

padaria-real-1

Celso dos Santos  trabalha no setor de embalagens e atualmente trabalha no setor embalagens ensinando os novos funcionários ele nasceu cego e hoje ensina quem começa a trabalhar no setor de embalagem. Após anos trabalhando já reconhece facilmente os pães e embalagens.

“Não contratam a gente para deixar a gente parado, como um coitadinho. Se estamos aqui é porque mostramos um trabalho e eles acreditaram neste trabalho”, relata o auxiliar de produção.

padaria-real-2

Fauze Kamel é libanês e nasceu com problemas na audição. Foi no Brasil que ele fez o curso de panificação. Apesar de não saber a língua brasileira de sinais, ele se comunica perfeitamente com os colegas de equipe. Ele é responsável por 20 toneladas de panetones que abastecem as padarias da rede.

padaria-real-3

São histórias como a de Samuel, que é autista, que motivam ainda mais a empresa a manter o incentivo ao trabalho das pessoas com deficiência. Ele é bastante focado enquanto trabalha, mas nem por isso deixa de descontrair toda a equipe.

padaria-4

O prêmio é resultado do esforço realizado para inserção de profissionais na empresa para realizarem suas rotinas de trabalho dentro de suas plenas capacidades. Esta é, em essência, a filosofia, e o olhar, que a Padaria Real tem para com as pessoas com deficiência, enxergando nelas justamente todo o potencial que elas possuem e revertem em serviço e a favor do nosso desenvolvimento econômico e social”, informou a empresa por meio da assessoria de imprensa.

Deixe-nos saber sua opinião, ela é muito importante para nós.

Fonte: G1 / Fotos: Reprodução: TV/TEM

 

Autista, humilhado por instrutor, estuda direito e processa academia

Ketan Aggarwal, um rapaz de 30 anos, com autsmo, que decidiu fazer justiça com as próprias mãos, após ser ridicularizado por um instrutor da academia Virgin Active, em Londres.

A academia faz parte de uma grande rede de academias, porém parece que está preparada mais para tratar o físico do que lidar com as pessoas como um todo.

Ketan decidiu fazer uma queixa oficial para a academia, após ser chamado de “idiota” por diversas  vezes e censurado ao pedir para trocar uma música na aula de Spin, pelo mesmo funcionário.

O academia, incialmente, ignorou a reclamação do aluno.

Dois anos se passaram e Ketan, passou-os estudando a leis, processou a academia e venceu.

O rapaz acabou recebendo da academia o valor de £ 1.390 (o que equivale a aproximadamente R$ 5.380,00) e um pedido de desculpas por escrito.

O instrutor foi demitido.

“Quando uma pessoa discrimina alguém com uma deficiência mental, ela não imagina que vai ser legalmente punida (…)”, afirmou publicamente Ketan. “Foi incrível ganhar.”

df

O autismo não faz a vida de Ketan pior nem melhor. Sua condição não dá direito a ninguém de ridicularizá-lo.

Nós também ficamos felizes pela vitória de Aggarwal, pois ela representa não apenas um ganho individual, mas um passo para a justiça como um todo e para todos.

Ninguém tem o direito de ridicularizar ninguém, respeito ao próximo acima de tudo.

Deixe-nos saber o que achou, sua opinião é muito importante para nós

Shopping contrata papai Noel que aprendeu a linguagem dos sinais para atender crianças surdas

O Collina Shopping, em São José dos Campos, como todos os shoppings tem em sua programação de Natal, a visita do Papai Noel. Por volta de 800 crianças e jovens conversam com o Papai Noel, pedem conselhos, tiram fotos e levam suas cartinhas…

Porém, há um papai Noel neste Shopping que se destaca: José Mario Graciano, de 69 anos, trabalha há pelo menos 13 anos se caracterizando de Papai Noel, sua carreira de Papai Noel foi inesperada quando foi convidado para personificar o Papai Noel num evento, quando m promotor o viu. Ele tem a barba e cabelo brancos muito bem cuidados, seu motivo de orgulho.

Com muitas belas histórias em seu currículo, após um encontro com duas meninas surdas ele foi motivado a aprender Libras, a língua brasileira de sinais, para atender assim mais crianças e jovens, sendo um Papai Noel mais inclusivo.

Segundo ele, duas irmãs gêmeas se aproximaram, mas estavam muito tímidas. O pai delas fez um sinal, mostrando que elas eram surdas e aquilo o comoveu. Por instinto, tentou fazer gestos de um abraço e elas retribuíram. Foi muito especial e ele teve a ideia  que poderia fazer algo para receber melhor esse público, relatou.

Após o encontro, José estudou libras e continua a estudar para malhorar seus conhecimentos. José diz que é bastante curioso com a língua e pesquisa o tempo todo sobre ela na internet.

José trata a todas as crianças que o visitam com muito amor e cuidado, sem distinções, desde cadeirantes a jovens com deficiência mental. “Me emociono muito com esse público. É recompensador poder ter esse contato, dizer uma palavra de conforto e compartilhar momentos juntos. Se é bom para eles, é melhor ainda para mim”, diz José.

O Papai Noel que se comunica em libras está disponível para ser abraçado diariamente no Colinas Shopping, das 10h às 16h. Das 16h às 22h quem atende é o Papai Noel Paulo Hubert, 74 anos, que também tem um diferencial: fala inglês.

“O Natal é uma data muito especial, pois vai muito além do lazer e do entretenimento. É uma data mágica, que emociona, que resgata o que há de mais bonito nas nossas relações. Ao longo dos anos, percebemos que era preciso expandir essa experiência com o Papai Noel, pois estamos em um shopping, por exemplo, que tem um hotel que recebe estrangeiros em peso durante a semana, muitos deles em viagem com a família. Ou seja, era necessário um Papai Noel que falasse inglês”, afirma Margarete Sato, gerente de Marketing do Colinas Shopping.

“Depois do Papai Noel Paulo, o próximo passo foi encontrar um Papai Noel com barba natural, olhar carinhoso, experiente e que também pudesse se comunicar em Libras, já que temos mais de 5% da população com deficiência auditiva. No ano passado, encontramos o Papai Noel Graciano”, continua Margarete. “Que assim seja ano a ano, um Natal cada vez especial e inclusivo”.

Depois nos conte o que achou, sua opinião é muito importante para nós.

 

Fonte: Jornal Folk

Menino com síndrome de Down é encontrado na rua sozinho em Itapevi

Uma mãe usou as redes socias para relatar que seu filho de dez anos, com síndrome de Down, foi abandonado na rua, por uma escola da rede municipal de Itapevi, o post dela  viralizou .

 

Pathy Oliveira relatou em seu facebook, que no último dia 26, deixou seu filho Alexandre por volta de 12:55, na fila para entrar na escola. Ela conta que haviam professores e a diretora para supervisionar os alunos. No entanto, uma hora depois ela recebeu uma ligação de uma conhecida dizendo que o filho dela havia sido visto caminhando um uma avenida próxima à escola.

Recebi uma ligação da casa da minha mãe dizendo que um casal estava passando na rua e viu o meu anjo sozinho caminhando pela avenida principal, onde tem um grande fluxo de veículos, completamente desorientado”, relatou, em seu perfil no Facebook. O menino foi encontrado por conhecidos que o levaram para casa.

A mãe inconformada procurou a direção da escola que não soube explicar o certo o que aconteceu: “a diretora deu meia dúzia de explicações e tentou colocar a culpa na criança, dizendo que ele abriu o portão e saiu. Como uma escola não tem funcionários olhando o que os alunos fazem? Como uma escola deixa uma criança que não fala, que tem limitações sem um monitor, que é direito dele por lei?”, questiona. “Meu filho poderia de estar morto neste momento, pois não sabe andar sozinho na rua, não tem noção do perigo, vê carro e vai pra cima. Ou até mesmo alguém pegar ele e fazer maldades…”.

A mãe está muito nervosa, à base de calmantes e com medo de mandar o filho à escola. “Como irei confiar em uma escola que não tem a mínima responsabilidade? Que recebe uma criança com limitações e coloca em risco a vida dela?”.

Após o ocorrido paty fez um Boletim de Ocorrência e encaminhou o caso ao Conselho Tutelar. “Quero explicações, porque hoje foi o meu filho, amanhã pode ser outra criança e não ter um final feliz”.

Em nota, a Prefeitura de Itapevi “pede desculpas à família do aluno pelo incidente”.

A administração municipal diz ainda que “já determinou a apuração do ocorrido para determinar responsabilidades, o que já está sendo feito por meio de uma sindicância aberta pela Secretaria de Educação e Cultura”.

Deixe-nos saber o que achou, sua opinião é muito importante para nós.

Fonte e Imagem: Reprodução Facebook

O que é o Projeto Redator Especial?

O Projeto Redator Especial é um projeto idealizado pos nós do Crianças Especiais, que visa a disponibilização de conteúdo de qualidade e gratuito, relativo ao mundo especial.

Nosso objetivo é criar uma rede de redatores (profissionais da área da saúde, jurídica, jornalistas, entre outros) que possa fornecer textos AUTORAIS, que serão publicados em nosso site.

Todos os textos serão cedidos ao nosso site gratuitamente. Caso haja interesse da reprodução dos textos, o interessado deverá entrar em contato com o autor para isso.

Estamos em uma fase de resignifição de nosso trabalho, com isso, ampliamos a nossa interlocução com redatores que produzam conteúdo sobre: síndromes raras, síndromes de Down, deficiências, inclusão social, entre outros assuntos relativos às nossas crianças especiais.

Além dos nossos textos, os textos compartilhados na internet, queremos dar voz a TODOS que visam lutar por nossas crianças, inclusive profissionais da área de saúde e jurídica.

Para participar nos envie seu material para o nosso e-mail: criancasespeciai0@gmail.com , caso ele seja selecionado, ele será publicado em nosso site.

Lembrando, que todos os textos serão verificados antes de serem publicados afim de que sejam respeitados os direitos autorais, caso desejar mandar uma cópia de algum texto, ele não será publicado.

Esperamos que juntos possamos criar uma rede qualificada de profissionais e pessoas que tenham o interesse de divulgar conteúdo de qualidade objetivando o desenvolvimento das nossas crianças, com a igualdade e a justiça social.

Garoto é salvo de afogamento em piscina por sua irmã com paralisia cerebral

Lexie Comeau-Drisdelle é uma garota com paralisia cerebral,  que vive em Dartmouth, na Escócia, ela não anda e nem fala, mas mesmo assim, pode salvar seu irmão mais novo quando ele estáva se afogando.

Lexie percebeu que seu imão Leeland, com 1 ano, estava em perigo quando o viu pular na piscina sozinho.

A garota quando viu a cena,  gritou muito alto para chamar a atenção de sua família, a avó de Lexie, Nancy Comeau-Drisdelle estranhou o grito e correu  rapidamente em direção à neta, mas ela não viu Leeland por perto.

A menina continuou gritando e apontando para a porta que dá acesso à piscina.

“Quando minha mãe me contou o que estava acontecendo, rapidamente olhei pela janela e lá, na borda da piscina, vi a cabecinha dele”, relatou a mãe de Lexie e Leeland, Kelly Jackson. “Entrei em pânico e minha mãe rapidamente correu na direção dele e o puxou para fora.”

Kelly disse mais à CNN: “Naquele momento, foi tão assustador. Nós pensamos que não ia acabar bem. Nós o abraçamos um milhão de vezes. Em dois segundos uma vida pode mudar e estamos agradecidos por Lexie ter sido tão rápida em nos alertar”.

“Você não precisa andar, falar e ter todos os seus sentidos. Você pode se fazer ouvir, e você ainda pode ajudar. E sim, ela salvou a vida dele”, completou a avó.

Lexie recebeu uma homenagenes das autoridades locais pelo seu ato heroico:

“Heróis vêm em todos os tamanhos. Foi um enorme prazer homenagear a jovem Lexi por alertar sua mãe quando o irmão dela pequeno caiu na piscina”, diz a postagem.

xasxx-girl-cerebral-palsy-saves-baby-brother-from-drowning-3-545x591

Com o ocorrido com Lexie, nos faz crer, que nossas crianças especiais podem fazer muito pelo próximo. Elas são espertas e inteligentes e à vezes surpreendentes.

Deixe sua opinião ela é muito importante para nós.

Fonte: CNN

Imagem: Rede CTV (Reprodução)

Garoto com déficit intelectual lê pela 1ª vez em frente aos seus colegas de classe, emociona a todos e viraliza na web

Yuri é um menino de 8 anos que  tem déficit intelectual secundário e muitas limitações na fala, com isso, ele têm muitas dificuldades para realizar atividades comuns a crianças da mesma idade dele.

A família vive em uma região carente de São Paulo, sem muitas condições financeiras, mas com muito amor pelo menino.

Ao ser matriculado na escola, uma professora em especial se encantou por ele e ele por ela, a Prof. Giovana Almeida. Ela o acolheu, e o tratou com muito carinho, além de se dedicar muito para que o menino pudesse se desenvolver cada dia mais.

A professora que é muito querida por Yuri, esta semana, conseguiu uma vitória muito grande para o menino, conseguiu que o garoto realizasse a leitura do dia na frente de todos os colegas da classe.

Mesmo com muita dificuldade, o garoto lê diante da classe o seu livro e após ele terminar as crianças o aplaudem espontaneamente.

Para muitos esse vídeo pode não parecer impactante, mas para pais que possuem filhos especiais, cada conquista, mesmo que pequena é uma vitória.

Se todos os professores fossem comprometidos como a Professora Giovana, falar de inclusão seria muito mais fácil. Por mais professoras como a Giovana neste mundo para nossas crianças especiais.

Veja o vídeo:

 

O déficit intelectual secundário é uma forma de Transtorno do Desenvolvimento Intelectual ou Deficiência Intelectual já foi conhecida por outras denominações, como por exemplo, idiotia e retardo mental. É caracterizado por limitações nas habilidades mentais gerais. Essas habilidades estão ligadas à inteligência, atividades que envolvem raciocínio, resolução de problemas e planejamento, entre outras. A inteligência é avaliada por meio do Quociente de Inteligência (QI) obtido por testes padronizados. O resultado de uma pessoa com Transtorno de Desenvolvimento Intelectual nessa avaliação situa-se em 75 ou menos.

Estatística

A prevalência é maior no sexo masculino, tanto nas populações de adultos quanto de crianças e adolescentes. As taxas variam conforme a renda. A maior prevalência ocorre em países de baixa e média renda onde as taxas são quase duas vezes maiores que nos países de alta renda.

Deficiência Intelectual – Principais Sintomas

Caracteriza-se por importantes limitações, tanto no funcionamento intelectual quanto no comportamento adaptativo, expresso nas habilidades conceituais, sociais e práticas. Indivíduos com Deficiência Intelectual apresentam funcionamento intelectual significativamente inferior à média. Possuem limitações significativas em pelo menos duas das seguintes áreas de habilidades:

  • Aprendizagem e autogestão em situações da vida, como cuidados pessoais, responsabilidades profissionais, controle do dinheiro, recreação, controle do próprio comportamento e organização em tarefas escolares e profissionais.
    Comunicação
  • Habilidades ligadas à linguagem, leitura, escrita, matemática, raciocínio, conhecimento, memória
  • Habilidades sociais/interpessoais (habilidades ligadas à consciência das experiências alheias, empatia, habilidades com amizades, julgamento social e autorregulação)
  • A pessoa com Deficiência Intelectual tem dificuldade para aprender, entender e realizar atividades comuns para as outras pessoas. Muitas vezes, essa pessoa se comporta como se tivesse menos idade do que realmente tem.

Tratamento

A Deficiência Intelectual não é uma doença, e sim uma limitação. A pessoa com Deficiência Intelectual deve receber acompanhamento médico e estímulos, através de trabalhos terapêuticos com psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais. As limitações podem ser superadas por meio da estimulação sistemática do desenvolvimento, adequações em situações pessoais, escolares, profissionais e sociais, além de oportunidades de inclusão social.

Instituições como a APAE  (realizam trabalhos eficientes no sentido de promover o diagnóstico, a prevenção e a inclusão da pessoa com Deficiência intelectual.

Prevenção

A chance de uma criança desenvolver Deficiência intelectual depende de diversos fatores relacionados à genética, acompanhamento da gestação, saúde da mãe durante a gravidez, ambiente familiar saudável na infância e adolescência, entre outros.

Alguns cuidados devem ser tomados, para evitar ou minimizar as consequências da Deficiência intelectual na vida da pessoa:

  • Procurar aconselhamento genético, antes de engravidar, quando houver casos de deficiência intelectual na família, casamentos entre parentes ou idade materna avançada (maior que 35 anos).
  • Fazer um acompanhamento pré-natal adequado para investigar possíveis infecções ou problemas maternos que podem ser tratados antes que ocorram danos ao feto.
    Manter uma alimentação saudável durante a gestação e evitar uso de bebidas alcoólicas, tabaco e outras drogas.
  • Realizar o Teste do Pezinho – que é obrigatório no Brasil – assim que o bebê nascer. Esse teste é a maneira mais efetiva de detectar a fenilcetonúria e o hipotireoidismo congênito, que se não forem devidamente tratados podem levar à Deficiência intelectual.
  • Seguir recomendações de vacinas.
  • Oferecer ao bebê alimentação adequada e ambiente familiar saudável e estimulador, além de cuidados para tentar evitar acidentes na infância.
    Procurar um médico caso note algum problema no desenvolvimento e/ou crescimento da criança.

Níveis de Prevenção

Podem ser distinguidos três níveis de prevenção:

  • Primário, que se refere a um conjunto de abordagens que reduzem ou eliminam o risco de ocorrência da Deficiência intelectual;
  • Secundário, que visa o diagnóstico e tratamento precoces;
  • Terciário, que procura limitar a deficiência

 

Depois nos conte o que achou, sua opinião é  muito importante para nós.

 

Fonte: Apae BH / Vídeo com autorização da família 

Criada por brasileiros pulseira que avisa pais surdos quando bebê chora

O mundo a cada dia mais vem se desenvolvendo e tecnologias estão sendo criadas para facilitar a vida das pessoas.

E quando a tecnologia é criada para dar independência, autonomia e qualidade à vida das pessoas não faltam motivos para comemorarmos.

Olha que solução incrível que foi criada para papais e mamães surdos. É uma pulseira criada para avisá-los quando seu bebê chora.

O choro é a forma mais comum de um bebê se comunicar. Mas como funciona com pais surdos? É uma dificuldade diária para esses pais, principalmente a noite. A maioria dos pais usam babás eletônica com vibração ou que emitem sinais de luz.  Mas esses dispositivos só funcionam quando estão no campo de visão dos pais. Com esse pesamento, os alunos do curso de Design do Instituto Mauá de Tecnologia, de São Paulo Artur Guiguer, Luiz Henrique Ferreira, Carlos Peres e Mateus Cherem,  criaram um sistema de pulseiras para pais com deficiência auditiva.

A pulseira foi chamada de silence, a tecnologia é composta do uso de dois dispositivos: um para os pais e outro para a criança, sendo ambos com acesso à internet WiFi e conexão Bluetooth. No caso, a pulseira infantil é fabricada com microfones embutidos, capazes de captar a frequência e o nível do choro. Esses dados são transmitidos para a outra pulseira a partir de ondas vibratórias intensas, de modo que acorda os pais ou indica o que está acontecendo. Os aparelhos podem ser usados até mesmo quando as crianças estiverem maiores, pois têm GPS. Dessa forma, facilita o monitoramento de sua localização em situações fora de casa.

Todos esses dados podem ser acompanhados pelos pais e responsáveis por meio de um display touch screen de 1,5’’, conferindo à Silence a aparência de um smartwatch. Além disso, o produto é à prova d’água e com bateria de longa duração,  porém, esse tempo não foi divulgado. A tecnologia ainda está em fase de projeto e precisa de investimento para ser comercializada, por isso, não tem ainda preço estimado. Se o valor necessário para sua produção for alcançado, ela estará disponível para vendas em aproximadamente 2 anos.

Se tudo der certo, a pulseira será comercializada em quatro cores: cinza, branca, preta e marrom.

Incrível, não é mesmo?

Deixe sua opinião nos comentários, ela é muito importante para nós.

Fonte: TecMundo